
Visualmente estonteante...
É daquele género de filmes que são únicos, e que se podem dizem ser uma experiência para quem os vê...

Devaneios de um ser dependente de música...
Confesso-me aqui, seja tarde ou não, de demente. Entenda-se por isso o que se quiser, fica ao critério de cada um. A minha demência, seja ela o que for, baseada em que necessidade recalda for, ninguém é perfeito, temos pena... ohhh...., reside na minha ultra capacidade de me prender a uma música, e ouvi-la vezes sem conta, time after time, qual Cindy Lauper qual quê, vibro, sinto, transpiro e viajo e depois... volto. E esta música, Mr Antony lá nos encontraremos dia 18 de Maio no Porto, agarrou-se aos meus ouvidos que é coisa estúpida, pura poesia ou não, como alguns descrevem, para mim é só algo de extraordinário que me faz feliz e pronto. Quem é que consegue ficar indiferente à voz deste senhor? Quer queira quer não, já foi e já veio, e já se veio, seja lá de onde for, uma vez mais a minha tese dos orgasmos psicológicos (aqui também nós homens podemos disfrutar dessa injustiça da Criação ou para todas defeito de fabrico) aplica-se à equação em causa "Her eyes are underneath the ground" + "factor incógnito" = puro orgasmo psicológico.
Pura alegoria é assim que a descrevo, ao quê em concreto, isso já depende de cada um. A mim... pelo menos é sempre acompanhada pela imagem da minha avó, e "coisas" que nos façam lembrar pessoas tão lindas, são sempre bem vindas.
E eu até sei mais duas ou três músicas capazes de fazer justiça a este pedaço de mau caminho, mas esta não está de todo mal escolhida. Haja lá coisa mais sensual, qual consumação do acto, o homem vai aos céus e quando dá por si já estás mais iluminado que o Dalai Lama, mais suado que um peru recheado em vésperas da consoada e eu concordo orgasmos psicológicos sem vestígios físicos também podem consolar muita gente. Eu só fazia destas coisas em frente às camaras, com um cinto de castidade fortalecido com dois cadeados, uh uh, se bem que terá sido por isso que é o Kurt Russel que faz a cena, o homem já tem para mais de 50 anos, já não vai para novo, não querendo eu parecer preconceituoso.
E é impressionante como todos os movimentos estão nos sítios certos, do corpo da moça diga-se... Valha-nos, como diz o outro. Encomendas? fazem-se?
in "À Prova de Morte" pelo mestre Tarantino
Slide, representa algo como um escape, como uma fuga, absorvidos pela voraz capacidade da Srª Germano em nos fomentar memórias ou utopias, ouvimos este albúm e sem que saibamos encontramo-nos refugiados na faixa 8 - "Wood Floors" e somos consumidos por aquela estranha, mas confortável, sensação de que só não dançamos sempre, seja porque razão for, nessa mescla de vivências do rotineiro dia porque não queremos..
A ouvir, respirar, dançar, transbordar... e deixar-se extravasar...